sábado, 29 de dezembro de 2012

Recordar, repetir, elaborar...



Feliz 2013 para todos!
PAZ E LUZ!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A construção silenciosa do ego corporal



Por Ivanise Fontes

Resumo:


Considerando as angústias primitivas do bebê a autora apresenta a necessidade de construção 
de um ego corporal que as contenha. O fenômeno transferencial ganha um lugar especial 
por favorecer o retorno das impressões sensíveis, fator importante no tratamento das 
psicopatologias com precária formação de ego, como as personalidades aditivas, os casos-limite 
e os psicossomatizantes. O trabalho apresenta uma vinheta clínica que mostra a possibilidade 
de construção silenciosa de uma pele psíquica.


Quer ler mais?

Então acesse:  http://www.spbsb.org.br/06.%20Ivanise.pdf




quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

EU QUERO



Mas está difícil encontrar!

domingo, 16 de dezembro de 2012

Óia o auê ai!!!!


Um verdadeiro auê!

Pedalando hoje pelo Aterro com céu nublado, eu escutei na JB.

Fui procurar no Youtube e encontrei este vídeo...

Pensei que fadinhas voando só tinha nos filmes da Disney e da Barbie.

Adorei, um mimo! Tonces... Compartilho com vocês!

Com Baby Consuelo

sábado, 1 de dezembro de 2012

Ella em 5 cenas





1º cena

 ...“O medo de ser feliz é o mesmo que sentir medo de viver”, a frase ia e vinha na sua cabeça, como um boneco "João bobo". Ella ajeitou seus cabelos compridos em um coque e pensou na declaração que lia e a tomava em cheio. Era a fala de um homem que tentava reconquistar o amor e a confiança de sua ex-noiva. Estava  ali, na revista feminina que a distraia enquanto aguardava sua psicóloga chamar para a sessão de terapia. O pequeno texto falava também um pouco dela, sentia como se as palavras invadissem a sua alma a deixando inquieta. Pensava no seu ex-noivo, aquele que as vésperas do casamento havia rompido com ela, desfazendo todos os seus sonhos de construírem uma vida juntos. Assim, e até hoje tentavam aos trancos e barrancos e com muito sofrimento, dar conta de algo que lhes tomara de forma inesperada e equivocada. Tudo ficara de pernas para o ar, inclusive e também a sua mãe, seu pai e porque não e principalmente, a sua vida. Sentia que um tsunami passara por ela, varrendo de vez toda a sua alegria e principalmente, o orgulho familiar. A sua família não perdoava o ex-noivo. Ele entrara para a lista negra, reinava enfim, absoluto no arquivo morto de todos. Como assim? Não teria que ser no seu arquivo pessoal? Mas teria “Ella” mesmo um arquivo pessoal para chamar de seu? 

2º cena 

A psicóloga pede para que ela entre e se acomode no sofá. Sorri de forma habitual e pergunta como está. Como eu estou? Estou confusa, sem teto ou chão, sem saber pra onde olhar. Meu ex-noivo quer reatar, mas minha mãe é totalmente contra. Acho que meu pai também... Só posso aceitá-lo de volta se ele provar que mudou... A psicóloga então lhe pergunta de quem é o ex-noivo e o que exatamente ele precisaria mudar? Aquela pergunta bate e transforma todo o contexto, sorri sem jeito ou certezas e cai no choro.

3º cena 

O ex-noivo aflito e preocupado em resolver a questão, procura a família da ex-noiva e como em outras vezes, é repudiado. A mãe da ex-noiva, Narcisa, não o aceita, verbaliza toda a sua decepção e finaliza o assunto com um providencial ataque de nervos. O pai da noiva apavorado e que enfim aparece, tem uma pequena e única fala: Retire-se, você não é bem vindo aqui! Ella então, se vê uma menina sem voz e atitude, refém do seu próprio medo de perder o lugar no coração da mãe onipotente. A possibilidade de ser feliz aceitando o ex-noivo novamente representará para ela a partir daquele momento, o mesmo que perder o laço familiar, logo, como poderei viver e ser feliz sem os meus? Eu apenas penso que existo, eu não o sinto. Existir é algo que só pode ser possível com a autorização da minha mãe... 

4º cena 

Silêncio, o dia recomeça como sempre. Ella caminha para mais um dia de trabalho, e por acaso, encontra com o ex-noivo na estação do metrô. Imediatamente se torturam com pensamentos que vão desde desejar um beijo roubado e até, com o que eu faço agora? Eles se olham, caminham em direção um ao outro e tentam se comunicar, só que incrivelmente, o som que emitem são como se falassem em línguas diferentes. 

5º cena 

Novamente o impasse, a dúvida e o medo, o medo de ser feliz...