domingo, 30 de outubro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
Dançar tango ou sonhar como Alice?
É verdade... Já faz tanto tempo, que resignificar o meu dito seria como dançar solitária ao ritmo de um intenso tango. Olhar para um rosto que não mais me sorri e sentir o ritmo da melodia fazer conjunto com o meu desejo. Dançar e tentar me reconhecer na canção que não me pertence mais, a me envolver em palavras que ouso escutar como lamentos a me paralisar o futuro que não consigo prever. Às vezes eu me sinto sonhando como Alice, entre objetos que vão dobrando, triplicando em tamanhos que não dou conta de compreender. Olho para o meu rosto e seu contorno já denuncia minha idade. No espelho não sou mais quem eu reconheço internamente. Os dias são como flashes instantâneos. Percebo que é tempo de fazer silêncio no meu próprio labirinto, porque a fome que me invade é pelos sins que não me permito mais dizer.
domingo, 23 de outubro de 2011
Acaso
Escutava pelo headfone e cantarolava a música quando algo a fez parar, “... o que o acaso decidir”. Laura silenciou e ficou muda. As palavras da canção como um ultimato, como uma enviesada intervenção. Necessitaria de mais um tempo pra evoluir seus pensamentos. Estava estarrecida, dividida e atônita, totalmente paralizada em ações que pensava já serem naufragadas no seu mar interno de ondas a ir e vir sem parar. O que? Como assim? Ah, já conhecia seus questionamentos ambivalentes. Sabia que a dor se transformara em um acaso feito de surpreendentes ditos, repletos de pontos de interrogações e senões, sem nenhum alento. Talvez fosse melhor assim, seus dias são um rebuscado de dilemas e confusões cotidianas. Por que parar? Afinal, tudo vai dar no mesmo lugar, no endereço de sempre e continuou cantarolando a música do Lulu “... Nós somos feitos um pro outro pode crer, por isso é que eu estou aqui . E não há lógica que faça desandar, o que o acaso decidir”.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Pro.testo
Queria mais, além de notas e claves de sol... Queria ir além do verbo, sentir novas palavras a invadir a alma. Eu falei alma? Alminha tão só e minha... Venha-me então, arrebata-me e sorrateira toma-me inteira, como um bom e tinto Bordeaux. Deixe-me brindá-la, alma inconstante como o meu desejo, beba-me em gotas, devagar, valha-me com as tuas notas, saboreie-me... Mas aos poucos, porque a farra é boa, mas nada é eterno, o tempo flui e dilui em dias frustrantes do nunca vir. Enfim, o que queres? Pergunto tolamente para o cristal frágil... Como me imaginar mais entregue a tua vontade? Pareço-te obsessiva? Talvez louca? Quimeras, quimeras, do que bebes hoje, agora escorre pouco da minha boca. Egoísta! Sou desejo instalado na sua alma, como um surpreendente pro.testo...
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Efeitos
"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro."
Clarice Lispector
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Onda boa!!!
Onda boa,
muita diversão e alegria...
Bia, foi muito bom aquele dia!
Tal mãe, tal filha...
Bia topa todas as aventuras e estripulias.
Minha pequena nina é pura adrenalina!
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