segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Sim, eu posso cantar!


A quem interessar possa destinar este imperativo, aprecie!
Escuto algumas músicas com o pensamento distante
E sem equívocos.
Seria vero concordar com o real dito na letra
Se fosse valer o que realmente está ali...
A música pode esconder desejos
Covardemente ceifados do peito e da mente
Como um mais gozar.
Mas pergunto, quem será este senhor que canta
Qual será o seu ganho?
Quem poderá lhe dar a mão e tentar resgatá-lo da toca profunda
Sem sonhos, sem algo que possa nomear de seu?
Oh, my Lord!
Demorou pra cair a ficha
Queimar a cortina de veludo vermelho que a tudo envolvia.
Tirar a máscara de persona tão ambígua
Que escreve e canta determinando a vida
Com a razão dolorida da falta materna
outrora, doce quimera de sonhos infantis.
Sigo escutando as músicas, com notas de primeiras, segundas
E quem vai saber, terceiras intenções.
Quem saberá o que eu sinto quando cantarolo a canção, senão eu?
Quem vai saber, se um dia signifiquei em tua alma, ou, em outro
Morrerei sem teus beijos, dançando ao passo suave da tua canção?

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