Fotos: Roberto Peira
Psicanalista e psiquiatra Luis Hornstein explica como o campo clínico desenvolvido por Freud pode - e deve - ser entendido e incorporado no "espírito da época" e ganhar formas mais contemporâneas

Luis Hornstein
Na clínica atual, os especialistas são confrontados com demandas desafiadoras: transtornos psíquicos, intensas angústias, compulsões e adicções se misturam à apatia, à falta de esperança, à ausência de projetos e de futuro, à crise de ideais e de valores. As várias psicoterapias continuam trabalhando como se o mundo não tivesse mudado? Até que ponto é possível conseguir uma psicanálise contemporânea de seu tempo, renunciando ao reducionismo e às idealizações simplificadoras?
Para o psicanalista e psiquiatra argentino Luis Hornstein, falta maior diálogo entre as disciplinas. "O método, nos tratamentos, deve incluir iniciativa, invenção, arte, até resultar em uma estratégia que aceite a incerteza", ressalta. Segundo ele, a teoria clínica se desenvolve nessa crise multidimensional - política, social, econômica e ética - que se abateu sobre a América Latina e o mundo.
Prêmio Konex de platina na década de 1996-2006, da Fundação Konex - em reconhecimento a personalidades e instituições distinguidas em todos os ramos do trabalho argentino -, Hornstein é presidente da Sociedade Psicanalítica do Sul e da Fundação para o Estudo da Depressão (Fundep). Publicou vários livros - Teoria das Ideologias e Psicanálise (Kargieman); Introdução à Psicanálise (Escuta); Cura Psicanalítica e Sublimação (Artes Médicas); Corpo, História, Interpretação (Paidós); Prática Psicanalítica e História (Paidós); Narcisismo (Via Lettera); Intersubjetividade e Clínica (Paidós); Projeto Terapêutico (Paidós); e As Depressões (Via Lettera).
Confira a entrevista para a Psique Ciência &Vida, aqui:
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