Dulce nada sabe ou tudo quer?
Enquanto tudo a invade em percepções que a fazem alheia de si, sua alma de menina vai lhe permitindo saídas. E permissiva questiona, chora, condena e suplica pela paz. Com a voz embriagada em lágrimas, não compreende as respostas que lhe chegam, tão evidentes. Os caminhos que escolheu, tão pouco as armadilhas que encarregou de armar e desarmada se deixou levar. Ah, essa vida de adulta tão menina ainda para crescer.
Assim segue Dulce, mentindo verdades para ela e para todos. Afinal, o real da falta não lhe pertence e é ao outro sim, dirigida. Como uma constatação do próprio pavor e desejo de sim e não crescer.Esse outro que não é tão indulgente em ações que espera e acredita ser para ela revelada em um gozo interno, dito secretamente para uma Dulce descrente de si.
Observo Dulce e a sustento com a palavra desconstruindo a sua própria armadilha, tão fácil e atraente. Longe do seu mundo, existem outras Dulces mais fortes e coerentes, descoladas em significantes mais reais. Em sofrimentos que parecem, mas não são banais.O que fazer ela pergunta, me colocando em um lugar de "tudo saber"...
Creio que a resposta vive dentro de você e por aqui ainda não passou. Dulce.mente, pois a resposta que precisa há tempos ela já conhece e nem percebeu. Será por que?

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