Pensou que talvez existisse um lugar, uma chance... Talvez sim ou não... Pensou como pensam as pessoas apaixonadas e descrentes de qualquer perigo a espreitá-las. Sim, porque o amor é um misto de sensações caóticas e sem sentido. O amor acontece de forma arrebatadora e é como um viajante, um dia aqui outro lá... Como o amor conheceu o mundo, suas cidades, seus sabores e experimentou suas novidades a imprimir-lhe um olhar mais atento e sensível. Diversas vezes sofreu e chorou da mesma forma que sorriu e se encantou. Era assim e seus dias eram feitos de sonhos, impressões que a rotina deixava de pessoas, das comidas que gostava de preparar e colocar na mesa para os seus. Observava suas próprias reações como um jogo solitário, imaginava o Outro, um oposto a lhe sorrir e acalmar a alma inquieta. E também, a lhe abraçar e acalentar as dúvidas e lágrimas que ás vezes surgia sem motivos aparentes. Era urbana, comum e atarefada. Com muitas ações, idéias e desejos. A vida ainda não terminou, mesmo com seus dias confusos e histéricos. Porque a vida flui como fluem os pensamentos de quem ama... De quem se sente amada... Vida louca, tão perto e tão longe, como o cérebro e o coração, o céu e o chão, a canção e o violão...
