sábado, 18 de setembro de 2010

A Canção do Sebastião


Não havia mais resto,
Mais histórias para contar.
O tempo passado estava zerado.
Pensou no que havia deixado para trás...
Os dias não voltariam,
Não teria mais como estornar,
O que por ironia não validou como seu.
Sebastião vinha de um lugar estranho,
Sem endereço, sem palavras boas.
Seus dias se transformaram,
Em pasmaceiras da vida diária.
Com acontecimentos comuns,
Sem emoções,
Sem surpresas.
Um mundo repleto de dúvidas,
Incertezas...
Sem planos,
Sem A e B...

2 comentários:

Keila Costa disse...

E quantos Sebastiões por aí, por aqui, fora e dentro de nós por vezes...beijos

Nina Blue disse...

Com certeza, Keila. O Sebastião sou eu, é você, são eles, enfim, todos nós.