terça-feira, 7 de setembro de 2010

Wunsch

Mas o que é o desejo?
Seria aquilo que se manifesta entre o que almejamos e o que não ousamos alcançar?
Somos nós sujeitos de faltas a serem contabilizadas pelo nosso raciocínio comedido?
De nos constituirmos sós.
Nós,
Os mesmos sujeitos dos sonhos,
Que quando não damos conta dos quereres,
Sonhamos,
E ao despertar os declaramos (O que se passou),
Cenas loucas em desvarios,
De não nos pertencerem,
E ficam eles apenas ao acaso...
Cala-te, pois a boca que não traduz a fala que a acolhe,
Tem o desejo encoberto e perdido no tempo...

Um comentário:

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Nós cegos atados ao destino de que não nos permitimos desatar... :)