Recebi este e-mail do meu marido, pai das minhas ninas e quero dividi-lo com vocês. Pois muitos de nós que somos mães e pais, sentimos receio talvez idêntico a este e tão bem colocado no livro que ele está lendo e que tem como título: "Trem Noturno para Lisboa" de Pascal Mercier, na verdade o pseudônimo de Peter Bieri, professor de filosofia em Berlim. Confesso que ultimamente as minhas leituras se limitam a temas da psicologia e psicanálise. Mas fica o desejo de realizar para o mais breve possível, a leitura deste livro que penso irei apreciar e muito aprender. Aliás, não é a primeira vez que me citam trechos deste livro. Então, fica aqui marcada a minha próxima viagem com embarque e destino ao "Trem Noturno para Lisboa".
M, li este texto hoje de um livro que estou terminando. Inevitável não lembrar da nossa luta (e dos nossos medos) diária para educar nossas filhas.
"Estremeço só de pensar na força não intencional e desconhecida, porém inexorável e inevitável, com que os pais deixam marcas nos filhos, as quais como marcas de queimadura, nunca mais poderão ser eliminadas. Os contornos dos teus desejos e medos inscrevem-se como ferro incandescente nas almas dos pequenos, cheios de desconhecimentos e impotência em relação àquilo que acontece com eles. Precisamos de uma vida inteira para achar este texto marcado a fogo sem jamais ter a certeza se o compreendemos."
Maravilhoso, pois acredito nessa "marca" que uma vez colocada, nunca se apaga. O sujeito aprende sim, a conviver e possivelmente a compreender. Porém é inapagável. A importância de rever os nossos discursos e as palavras desmedidas que a nossas bocas proferem, podem muitas vezes, evitar traumas, medos, indecisões e outros comprometimentos psicológicos que servem como obstáculos, até intransponíveis...
2 comentários:
Os riscos são inevitáveis, viver tem disso... o interessante é enxergarmos, nós mesmos, enquanto pais, professores, etc, o quanto temos impressas em nós, à ferro e fogo, tais marcas, e o quanto delas são sadias, desejáveis e nos fizeram bem, para - e só então - podermos equacionar e direcionar que marcas gostaríamos de deixar nos nossos rebentos... a reflexão é incrível e a dica de leitura idem... vou à cata! ;)
Com certeza caro Francisco. Obrigada pelo seu comentário e por participar. Sua opinião é muito importante aqui no Das verlieren!
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