Eu não sei se poderia descrever o ver o mundo com os seus olhos...
Poderia ser de forma ambígua e confusa.
Minhas percepções seriam minhas apenas,
E nada poderia estar além do meu suposto olhar.
Eu acredito em percepções.
Interpretações, mesmo que certas do meu ângulo,
Talvez perderiam o sentido do seu sentido,
Talvez ganhariam outro olhar
Do grande Outro: imaginário e fugaz.
Além do que já faço diariamente,
Ver com os seus olhos representa toda a dor
Que não dou mais conta,
Todo desejo represado em palavras e atos
Que não caberiam em um texto,
Ou contexto, será?
O que será que os seus olhos observariam através dos meus?
O que será que no meu discurso há,
Que te possa movimentar o que guardas dentro d'alma?
O que será que está contido no meu dito,
Que faz a tua alma se sentir mais amena,
Mais leve e decifrável?
O que te faz mais meu?
Movimento?
O que te assombra e temes?
Será o ato da palavra, discurso remoto e motor?
Será o que os teus olhos outrora não desvendaram?
O que será que te move e que te encantas no meu canto?
Sempre estive aí, tão perto ou tão longe,
Mas sempre dentro de nós.

4 comentários:
Muito bom.
Nem que quiséssemos nossa essência se misturaria ao outro.
E teu texto é um belo enigma que não se decifra a contento. Só parte, e é parte do olhar do outro que deciframos, como o lado negro da lua, como o lado inverso de onde estamos. Não se decifra de todo.
bjo
obrigado pela visita e pelas palavras.
bom fim de dia.
bjo.
Eu tb naum sei ingles.
E também o português!
Seja bem-vindo!
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