Queria mais, além de notas e claves de sol... Queria ir além do verbo, sentir novas palavras a invadir a alma. Eu falei alma? Alminha tão só e minha... Venha-me então, arrebata-me e sorrateira toma-me inteira, como um bom e tinto Bordeaux. Deixe-me brindá-la, alma inconstante como o meu desejo, beba-me em gotas, devagar, valha-me com as tuas notas, saboreie-me... Mas aos poucos, porque a farra é boa, mas nada é eterno, o tempo flui e dilui em dias frustrantes do nunca vir. Enfim, o que queres? Pergunto tolamente para o cristal frágil... Como me imaginar mais entregue a tua vontade? Pareço-te obsessiva? Talvez louca? Quimeras, quimeras, do que bebes hoje, agora escorre pouco da minha boca. Egoísta! Sou desejo instalado na sua alma, como um surpreendente pro.testo...

Nenhum comentário:
Postar um comentário