Minhas palavras estão mudas
e escondidas do mundo,
há dias e das pessoas.
Elas andam tristes e obtusas.
Necessitaria talvez
peregrinar por aí,
Por novos movimentos.
Sem rumo e nada a declarar.
Sem sinalização pra indicar
o norte do sul,
o leste do oeste.
Andar e não sentir as pedras,
Sem o tormento do tempo veloz,
passadopresentefuturo.
E eu, ah!
O não eu do não mais saber,
Das minhas letras mudas,
Não quero mais me falar.
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