sábado, 14 de maio de 2011

No ar


Meia lua, meia volta, meia calça, dez e meia.
Dar o nó, tirar o pó, por  recheio no pão-de-ló.
Criatura de Cinderela na varanda para madrugar,
Segura o ar, fecha os olhos e deita o corpo para amar.
Passam noites e chegam dias a esperar,
Só pra ver o moço passar...
Veio o riso a gargalhar pra depois chorar o que não foi
O que não houve pro amanhã guardar.
Dia sim outro não e tudo fica no mesmo lugar,
O do não brincar.

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